O papel do Gestor de Segurança Privada

Nosso país há muito clama por mais segurança. A violência e a insegurança são reais e não apenas meras sensações. A dificuldade do Estado em garantir os preceitos constitucionais de proteção ao cidadão fez nascer um amplo mercado de Segurança Privada. Este segmento deve ser conduzido por profissionais treinados para o uso de técnicas de segurança que respeitem a dignidade das pessoas e garantam sua segurança física, patrimonial e emocional. Tudo isso dentro dos limites da ética. O profissional responsável por gerir esta questão essencial é o Gestor de Segurança Privada. Tão importante é sua presença nas organizações, que já existe um projeto de lei para que seja efetivada sua atuação em cada organização que esteja presente esta atividade (PL 4238/2012).

PRINCIPAIS ATIVIDADES

A atuação do Gestor de Segurança tem por escopo estar atento a todos os riscos que envolvam a organização, precavendo-se de possíveis sinistros, orientando os colaboradores, os clientes internos e externos bem como os investidores e diretores. A um bom Gestor de Segurança é necessário o conhecimento não só de sua área específica, mas de uma gama de outras atividades que, aliadas, põem em prática o sistema operacional da organização.

São funções do Gestor de Segurança, entre outras:

  • Implantar planos de segurança;
  • Diagnosticar riscos;
  • Prevenir acidentes;
  • Fornecer consultoria de segurança;
  • Liderar as equipes que operacionalizam o serviço;
  • Criar e controlar as escalas de serviço, férias e atestados;
  • Auditar o trabalho dos Supervisores de Segurança;
  • Realizar compras e orçamentos;
  • Alimentar e controlar planilhas de indicadores de sinistros e outros eventos;
  • Ministrar palestras e treinamentos;
  • Auxiliar os diretores da organização na criação do PCN – Plano de Continuidade de Negócios, que é aplicado para dar seguimento nas operações essenciais após a ocorrência de algum desastre que impacte a empresa.

CONSELHO PROFISSIONAL

O MTE – Ministério do Trabalho e Emprego possui a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações onde a profissão de Gestor de Segurança Privada está classificada com a CBO 2526-05. O órgão de classe dos Gestores de Segurança Privada é o CFA – Conselho Federal de Administração com sede em Brasília – DF, porém, o cadastramento dos profissionais deve ser feito em seu próprio estado da federação por meio do CRA – Conselho Regional de Administração.

Após a conclusão do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada em Instituição reconhecida pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura, o concludente deve requerer seu registro profissional e assim, obter a Carteira de Identidade Profissional expedida pelo CRA. Esta carteira dá-lhe o direito de exercer sua atividade profissional além de ter validade como identidade civil em todo o território nacional.

ASSOCIAÇÕES

Até o momento só se conhece uma associação que congregue os Gestores de Segurança Privada que é a ABSEG – Associação Nacional dos Profissionais de Segurança com sede em São Paulo – SP. A ABSEG visa integrar e proporcionar o desenvolvimento profissional dos profissionais de segurança privada em geral por meio de encontros por todo o país; esses encontros são financiados principalmente pelo montante arrecadado com a contribuição dos associados.

Daniel Cruz


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