Vigilante de shopping precisa ter curso para grandes eventos?

Lloyds of London staff hold their annual Rememberance Day service at the Lloyds Building in the City of London

Se observarmos a tipificação da lei (Portaria 3.233/2012), ela não obriga os shoppings a investir neste curso, muito menos, exigi-lo de seus prestadores uma vez que estes espaços são tratados na portaria como “áreas especializadas de trabalho” (vide Anexo I, itens 4.3 e 5.3).

 

Outro ponto importante é que na grade curricular do ‘Curso Extensão em Segurança de Grandes Eventos’ há a disciplina de “Controle de acesso” (Anexo XI) na qual o vigilante deve estar capacitado a proceder “revistas pessoais”. Ora, tais revistas descaracterizam o ambiente de um Shopping Center onde não há controle de acesso mas sim um acesso livre.

 

Há de se imaginar que em um shopping lotado seria plenamente possível que houvesse uma correria dos clientes devido a alguma situação de pânico, porém, não é comum acontecer, visto que seria uma “eventualidade” (ou seja, algo improvável e imprevisível). Já o “evento” é uma realização com dia e hora marcados; nele há o confinamento de pessoas existindo, portanto a probabilidade de acontecer algo, principalmente em eventos esportivos onde há disputa, o que evoca o espírito competitivo.

 

Portanto pela portaria, os vigilantes de shopping não são obrigados a ter este curso.


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